quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Banho

Não se toma banho
De qualquer jeito
Banho que é banho
Tem de ter espuma,
Muita água morna,
Muitos beijos.


Pariquera-Açu, 07/12/11

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Dezoito (ou presente de aniversário)

Amanheceu chovendo e ventando,
Acinzentado mas,
Por nenhum instante triste,
O dia.

Amanheceu como amanhece
Sempre, meio que cansado,
Meio que contente,
O dia.

Seus olhos abrem.
Contemplam, no quarto,
Um tanto escuro,
Um tanto claro,
As imagens que você tece
Feito oração,
Cheias de felicidade,
Cheias de esperança e paixão
Os segundos e os minutos
E as horas que comporão
Este seu dia.

E eu te beijo
O rosto por inteiro
A testa
Os lábios
Os cabelos

E beijo
E beijo
E beijo
E não cabe em mim
Tanto contentamento.


Pariquera-Açu, 06/12/2011

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Mania de velho


Só uso esta caneta
Só repito as mesmas palavras
Te amo
Te amo
Te amo

Pariquera-Açu, 19/11/2011
foto:com minha filha Lígia

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Nesta rua

Nesta rua passam carros,


Passam bichos,
Passam pássaros
E passa o meu amor.

Nesta rua,
Comentários,
Pensamentos,
Casamentos,
Separações.

Só eu, ainda,
Espero ansioso
Numa das esquinas dela
Ver passar a moça mais bela
Aquela que roubou meu coração.

27/10/2011

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Teu rosto é um travesseiro


Teu rosto
Eu faço de travesseiro
Onde o meu rosto
eu deito
Sonho
E sou feliz

E passaria uma eternidade
Sentindo a tua pele,
Ganhando os teus beijos.

Beijos molhados,
Cheios de desejos.

Teu rosto
Eu faço de travesseiro
E por nenhum instante sequer
Tive um pesadelo.

A prova de que você me faz feliz.

Pariquera-Açu, 25/10/2011

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Quando você chegou

Quando você chegou,


você entrou
e fechou a porta
como que...
querendo dizer:
- Daqui não saio mais!
......................
......................
......................
Tenho pensado:
Ainda bem!

(Pariquera-Açu, 7/10/2011)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Cena de novela

(foto da minha turma da pré-escola: 1ºem pé à direita)

Parece até cena de novela
Guardar mistério,
Pular janela.

A cidade quer saber,
A cidade amanheceu falando disso.

Será que você vai ficar sozinha?
Será que vai ficar comigo?

Parece até cena de novela
Guardar segredo,
Sonhar com ela.

Registro, 6 de outubro de 2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Você é o mar

(foto: eu e meu filho Pedro Rafael)

Eu nunca que tinha pensado em você
Eu nunca que tinha sonhado com você
Eu nunca que tinha falado de você

Você é o mar, eu sou um náufrago
Você é o mar, eu sou um náufrago
Deixe-me afogar

Eu nunca que tinha pensado em nós dois
Eu nunca que tinha sonhado com nós dois
Eu nunca que tinha falado de nós dois

Você é o mar, eu sou um náufrago
Você é o mar, eu sou um náufrago
Deixe-me afogar


05/10/2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Fim de semana sem você

(foto: Meus pais Pedro e Vera)

Fim de semana sem você
É fim de trilha
É fim de feira
É fim de vida
Porque...

Fim de semana sem você
É caso sério
É dançar bolero
Sem ter com quem
Porque...

Fim de semana sem você
É Hiroxima
É Nagasaki
É fim de linha
Por quê?

04/10/2011

Coração Maravilhado


Coração maravilhado.
Coração Feliz, apaixonado.
Com vontade de voar.

Assim que amanhece o dia
Você vem da boemia
Com vontade de voltar

Não me cabe mais dentro do peito
Tanto amor, tanta alegria.

Coração maravilhado.
Coração feliz, apaixonado,
Que vontade de chorar.

03/10/2011

segunda-feira, 25 de julho de 2011

What?

What’s reality and what’s a dream?
I may not know it yet, but I’m quite sure
That without your love
I would be livin’ in dispair
No metter If here or there

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Você é um anjo

Sem asas
Sem harpas
Sem o azul dos céus
E nada além do fel

Você é um anjo
Você é um anjo
Você é um anjo
Me guarda!

Serena
Morena
Sem olhos azuis
E os erros
Minha cruz

Você é um anjo
Você é um anjo
Você é um anjo
Me guarda!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Palavras mágicas

Palavras mágicas
São as que transformam
Do contrário não seriam mágicas
Não teriam lógica na sua existência virtual
Na sua existência trágica
Tudo porque são mágicas
E mudam o mundo
E mudam o mundo
E mudam o mundo
Sem se perceber
Nem se ouvir
Nem se ver
Sem se dar conta
Que o mundo mudou

Mais uma vez
E outras
E mais outras
Palavras mágicas
Que saem da boca do ser amado
Podem miraculosamente
Nos fazer feliz.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Hoje eu me vi sozinho

Hoje eu me vi sozinho
Olhando sem ver
O infinito
O sol (Mais tarde a lua)
Que falta me faz a presença tua!
Eu me senti perdido
Eterno labirinto
Estranho sentimento
Que me fez por um momento
Não querer estar
Onde você não está
Onde você não está:
Aqui!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ore por mim, Inês.


Ore por mim, Inês.
A noite já vem
E o meu corpo não suporta tanta dor.
O segredo não é mais.
E o medo
Foi tragado por uma dessas estações do ano
Ore por quem, Inês,
Não tem por quem orar,
Filtrar a angústia do espírito,
Sentir-se melhor.

Eu conto os dias

Eu conto os dias
Como quem conta…
As estrelas lá do céu,
As nuvens que o vento esparrama,
Os grãos de areia de uma praia deserta
Onde um dia nos vimos
Pela última vez.

Ah! E não chega esse dia,
Essa estrela distante,
Essa nuvem errante,
Esse grão de areia acre-mel.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Quando o mundo acabar


Quando o mundo acabar
Não este
Que nos faz tristes e sós
Mas aquele
Que era só nosso
Irei a algum lugar distante
Longe de tudo
Longe de todos
Compro uns metros de terra
E construo um mundo
Novinho em folha.

Os seus olhos em mim


Os seus olhos em mim:
Olhos infantis,
Ao mesmo tempo que…
Olhos de professora,
Olhos de mãe,
De alguém que me conhece
E me quer bem.
Os seus olhos em mim:
Duas pequenas fendas.
Um mundo por onde eu entro
E me sinto em casa
E sou bem aceito.

Não deve haver oceano em mim



Não deve haver oceano em mim
Mas perco
Ao fim de cada dia
Um mar.
E me evapora a paz
E me evapora um mar
E me evapora o cais
E me evapora um mar
Que a espuma enternece
E a bruma esconde.
E eu entardeço sozinho.

Não deve haver verão em mim
Se eu sou inverno.
Nem outra estação existir
Se eu sou inverno.
É o que penso,
Não é o que é certo.

Dezembro




O último beijo?
A mulher que o levou…
Não mais a vejo.
Quanta importância
Teve em minha vida.
Temo que não mais viva.

No jardim




Dançam as bailarinas
Ao som imperceptível dos ventos.
Distantes,
Quase ausentes.
Brilham à luz do sol
Dentro do seu manto dourado,
Refazem caminhos,
Nos observam,
Sugerem emoções,
Revivem em nossos corações
Sentimentos dos mais ocultos,
Sugerem paz.

Faz de conta que lá fora




Faz de conta que lá fora
Sob a luz da lua
E sob a luz do sol
Somos os mesmos
Amantes de antes
De anos atrás
Um tempo
que não volta jamais

Não deve haver oceano em mim




Não deve haver oceano em mim
Mas perco
Ao fim de cada dia
Um mar.
E me evapora a paz
E me evapora um mar
E me evapora o cais
E me evapora um mar
Que a espuma enternece
E a bruma esconde.
E eu entardeço sozinho.

Não deve haver verão em mim
Se eu sou inverno.
Nem outra estação existir
Se eu sou inverno.
É o que penso,
Não é o que é certo.

Nalva manhã de maio




Nalva manhã de maio
Encontrei-te, enfim,
Não que a houvesse
Um dia perdido:
Faltavas-me, simplesmente.

domingo, 3 de julho de 2011

Vídeo Pacaembu

O fato de eu ser poeta


O fato de eu ser poeta
Não me obriga
a sentir a poesia
A todo instante
A vida inteira.
O que eu sinto
É a falta da tua presença azul
Dos teus olhos solenes
Do teu sexo no meu
E o medo de te perder
Pois nada mais há.
E, assim, a poesia,
E não o poeta,
Deixou de existir.