
O fato de eu ser poeta
Não me obriga
a sentir a poesia
A todo instante
A vida inteira.
O que eu sinto
É a falta da tua presença azul
Dos teus olhos solenes
Do teu sexo no meu
E o medo de te perder
Pois nada mais há.
E, assim, a poesia,
E não o poeta,
Deixou de existir.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.