segunda-feira, 25 de julho de 2011

What?

What’s reality and what’s a dream?
I may not know it yet, but I’m quite sure
That without your love
I would be livin’ in dispair
No metter If here or there

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Você é um anjo

Sem asas
Sem harpas
Sem o azul dos céus
E nada além do fel

Você é um anjo
Você é um anjo
Você é um anjo
Me guarda!

Serena
Morena
Sem olhos azuis
E os erros
Minha cruz

Você é um anjo
Você é um anjo
Você é um anjo
Me guarda!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Palavras mágicas

Palavras mágicas
São as que transformam
Do contrário não seriam mágicas
Não teriam lógica na sua existência virtual
Na sua existência trágica
Tudo porque são mágicas
E mudam o mundo
E mudam o mundo
E mudam o mundo
Sem se perceber
Nem se ouvir
Nem se ver
Sem se dar conta
Que o mundo mudou

Mais uma vez
E outras
E mais outras
Palavras mágicas
Que saem da boca do ser amado
Podem miraculosamente
Nos fazer feliz.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Hoje eu me vi sozinho

Hoje eu me vi sozinho
Olhando sem ver
O infinito
O sol (Mais tarde a lua)
Que falta me faz a presença tua!
Eu me senti perdido
Eterno labirinto
Estranho sentimento
Que me fez por um momento
Não querer estar
Onde você não está
Onde você não está:
Aqui!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ore por mim, Inês.


Ore por mim, Inês.
A noite já vem
E o meu corpo não suporta tanta dor.
O segredo não é mais.
E o medo
Foi tragado por uma dessas estações do ano
Ore por quem, Inês,
Não tem por quem orar,
Filtrar a angústia do espírito,
Sentir-se melhor.

Eu conto os dias

Eu conto os dias
Como quem conta…
As estrelas lá do céu,
As nuvens que o vento esparrama,
Os grãos de areia de uma praia deserta
Onde um dia nos vimos
Pela última vez.

Ah! E não chega esse dia,
Essa estrela distante,
Essa nuvem errante,
Esse grão de areia acre-mel.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Quando o mundo acabar


Quando o mundo acabar
Não este
Que nos faz tristes e sós
Mas aquele
Que era só nosso
Irei a algum lugar distante
Longe de tudo
Longe de todos
Compro uns metros de terra
E construo um mundo
Novinho em folha.

Os seus olhos em mim


Os seus olhos em mim:
Olhos infantis,
Ao mesmo tempo que…
Olhos de professora,
Olhos de mãe,
De alguém que me conhece
E me quer bem.
Os seus olhos em mim:
Duas pequenas fendas.
Um mundo por onde eu entro
E me sinto em casa
E sou bem aceito.

Não deve haver oceano em mim



Não deve haver oceano em mim
Mas perco
Ao fim de cada dia
Um mar.
E me evapora a paz
E me evapora um mar
E me evapora o cais
E me evapora um mar
Que a espuma enternece
E a bruma esconde.
E eu entardeço sozinho.

Não deve haver verão em mim
Se eu sou inverno.
Nem outra estação existir
Se eu sou inverno.
É o que penso,
Não é o que é certo.

Dezembro




O último beijo?
A mulher que o levou…
Não mais a vejo.
Quanta importância
Teve em minha vida.
Temo que não mais viva.

No jardim




Dançam as bailarinas
Ao som imperceptível dos ventos.
Distantes,
Quase ausentes.
Brilham à luz do sol
Dentro do seu manto dourado,
Refazem caminhos,
Nos observam,
Sugerem emoções,
Revivem em nossos corações
Sentimentos dos mais ocultos,
Sugerem paz.

Faz de conta que lá fora




Faz de conta que lá fora
Sob a luz da lua
E sob a luz do sol
Somos os mesmos
Amantes de antes
De anos atrás
Um tempo
que não volta jamais

Não deve haver oceano em mim




Não deve haver oceano em mim
Mas perco
Ao fim de cada dia
Um mar.
E me evapora a paz
E me evapora um mar
E me evapora o cais
E me evapora um mar
Que a espuma enternece
E a bruma esconde.
E eu entardeço sozinho.

Não deve haver verão em mim
Se eu sou inverno.
Nem outra estação existir
Se eu sou inverno.
É o que penso,
Não é o que é certo.

Nalva manhã de maio




Nalva manhã de maio
Encontrei-te, enfim,
Não que a houvesse
Um dia perdido:
Faltavas-me, simplesmente.

domingo, 3 de julho de 2011

Vídeo Pacaembu

O fato de eu ser poeta


O fato de eu ser poeta
Não me obriga
a sentir a poesia
A todo instante
A vida inteira.
O que eu sinto
É a falta da tua presença azul
Dos teus olhos solenes
Do teu sexo no meu
E o medo de te perder
Pois nada mais há.
E, assim, a poesia,
E não o poeta,
Deixou de existir.